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domingo, março 21, 2010

Paris em 220 graus e 26 bilhões de pixels


Paris sempre foi uma das cidades mais fotografadas do mundo, mas agora é a única com um registro de 26 bilhões de pixels. Se impressa, a maior imagem digital da atualidade ocuparia dois estádios de futebol. A megafoto resulta da colegam de 2.346 outras, clicadas pelos franceses Arnaud Frich e Martin Loyer na cobertura da igreja Saint-Sulpice em Saint-Germain-des-Près, cobrindo 220° da capital.

A paisagem pode ser vista e manipulada no site do projeto, Paris 26 Gigapixels. É possível ver de perto os principais pontos turísticos da cidade, como a Torre Eiffel e a Catedral de Notre-Dame. Muito poderoso, o zoom permite visualizar detalhes, como pessoas andando nas ruas.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Paris debaixo d'água




Se em janeiro de 2010 é a neve que cobre Paris, em janeiro de 1910 era a água do Sena. Há 100 anos, chuvas e neve aumentaram o nível do rio, que transbordou: 12 dos 20 arrondissements da cidade ficaram alagados por oito dias. Faltou água potável, luz elétrica, aquecimento e transporte por quase um mês. O metrô levou três meses para voltar a funcionar. A história da inundação de 1910 está sendo lembrada em exposição na Biblioteca Histórica de Paris, aberta esta semana. Mais fotos no site da exposição.





:: Serviço
Galerie des bibliothèques
Até 28 de março, de terça a domingo, das 13h às 19h
22, rue Malher, 4ème
Estação de metrô mais próxima: Saint-Paul

domingo, dezembro 20, 2009

Vitrines anunciam o Natal em Paris

As grandes magazines de Paris enfeitaram suas vitrines para aumentar as vendas de Natal. As mais tradicionais, Galeries Lafayette e Printemps, apostaram em megaproduções: exibem itens de grife em cenários luxuosos que contam até com movimento. Nas imagens abaixo, uma amostra da decoração das lojas da cidade nesta época do ano.























Fotos do Journal des Vitrines.

sábado, outubro 24, 2009

Torre Eiffel se colore para festejar 120 anos

O aniversário de 120 anos da Torre Eiffel está colorindo o Campo de Marte/Champs de mars: a ocasião tem sido festejada com espetáculo de luzes desde o dia 22, na intenção de renovar o principal cartão postal da França. Às 20h, 21h, 22h e 23h quem passeia pelos arredores pode assistir a um show de efeitos e cores.

São 12 minutos de projeção, que envolve mais de 400 pontos de luz do tipo LED. Quem estiver em Paris até 31 de dezembro, deve ver de perto. Quem não está, tem a possibilidade de assistir de casa, pela webcam que transmite ao vivo imagens da torre, na barra à direita (cheque o fuso). O que não pode é perder.

sexta-feira, maio 15, 2009

Guia: Documentos exigidos para visitar a França

A crescente dificuldade enfrentada por brasileiros para visitar o território francês ganhou visibilidade com o caso da professora universitária Solange França [entenda lendo o post anterior]. Por isso, neste momento delicado, é prudente tomar ainda mais cuidado na preparação da viagem. Afinal, ninguém quer que seu sonho acabe num aeroporto. Veja a lista completa dos documentos exigidos pelo Consulado da França para permitir a entrada de turistas.

1) Passaporte: Deve-se apresentar passaporte com validade mínima de seis meses a contar da data do embarque.

2) Visto: Brasileiros não precisam de visto para visitar a França, mas a estadia não pode ultrapassar o limite de três meses em território francês ou dos países da União Européia signatários da Convenção de Schengen (Alemanha, Grécia, Espanha, Itália, Áustria, Portugal, Finlândia, Suécia, Noruega, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Islândia e Luxemburgo). Exceção: os territórios ultra-marinos e as viagens com estadia superior a 90 dias demandam visto.

3) Seguro-saúde: É necessário estar coberto por um seguro-saúde e de repatriamento internacionalmente reconhecido no valor mínimo de 30.000 euros, válido para todo o território Schengen. O seguro pode ser comprado pela internet ou em agências de viagem; alguns cartões de crédito o oferecem sem custo [tema de um próximo post].

4) Hospedagem: Para visitas particulares, familiares ou turísticas, pede-se comprovante de reserva em hotel ou atestado de acolhimento (este deve ser solicitado à prefeitura pela pessoa que irá oferecer a hospedagem; o original deve ser assinado pelo prefeito que o concedeu e visado pelo serviço de vistos do Consulado Geral). Estão isentos os estrangeiros em viagem de caráter humanitário ou cultural, em contexto de emergência médica, em visita para funeral de pessoa próxima, cônjuges e filhos de franceses ou de cidadãos da Comunidade Européia.

5) Euro: Exige-se a comprovação de capacidade financeira para bancar as despesas da viagem — dinheiro em espécie, cheques de viagem, cheques certificados, cartões de crédito internacionais (recomenda-se levar conta com o limite do cartão). O valor depende da duração e do objetivo da estada: mínimo de 60 euros por dia em caso de hospedagem em hotel ou mínimo de 30 euros por dia com atestado de acolhida. Dica: leve sempre um pouco mais.

6) Passagem: É preciso garantir o retorno ao país de origem, por meio de passagem de avião, trem, ônibus ou barco — também vale apresentar atestado bancário.

7) Controle: Oficialmente, estes são os documentos exigidos para que a entrada na França seja permitida. Isso não quer dizer que todos aqueles que desembarcarem em aeroportos franceses terão, de fato, que apresenta-los. Depende da sorte...

8) Ajuda: Se todos esses requisitos forem observados, a chance de não se aproveitar a viagem à França é bem pequena. Mas, em caso de problemas com a imigração, entre em contato com o Consulado Geral do Brasil na França, pelo telefone de emergência: 06.80.12.32.34.


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Calendário da França: estações, festas e feriados
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Fuso horário: A diferença entre Brasil e França
+ Entenda os arrondissements, bairros de Paris

quinta-feira, maio 14, 2009

Aeroportos da França barram mais brasileiros

Visitar a França está mais difícil: o número de brasileiros proibidos de entrar no país aumentou de 177 para 274 entre janeiro e fevereiro deste ano ante o mesmo período do ano passado, um crescimento de 55%, segundo o Consulado Geral da França em São Paulo. O Consulado Geral do Brasil contesta o dado, e diz que só os deportados pela Tam somaram 67 em janeiro, 116 em fevereiro e 206 em março — fora os que voltaram ao país pela AirFrance. A apuração é da Folha Online.

Os brasileiros são o terceiro povo mais rejeitado nos aeroportos franceses, atrás dos chineses e dos russos. A explicação oficial é de que a maior parte não tinha os documentos necessários para entrar no país [leia sobre eles num próximo post]. A hipótese de preconceito contra pessoas do Brasil foi descartada pela diplomacia da França. A Folha Online dá duas pistas para entender o movimento de negação: o programa anti-imigração ilegal do presidente Nicolas Sarkozy e a crise econômica, que tem diminuído a oferta de empregos.

As notícias sobre a crescente proibição da entrada de brasileiros na França começaram a ser veiculadas depois que a professora universitária Solange França divulgou carta em que conta seu sofrimento após ter sido barrada em Paris, em abril. O comunicado chegou a ser publicado em blog do jornal Libération, com críticas ao procedimento a que barrados são submetidos.

:: Texto de Solange França na íntegra, encontrado no blog de Luís Nassif:

"Planejei ir a Paris, em férias visitar um casal de amigos, fazer contato com outras instituições de ensino e pesquisa, e realizar o meu sonho de conhecer a França.

Sai de Ilhéus no dia 09/04/2009 às 12:32 com destino a Salvador, no vôo TAM 3660 (TAM Linhas Aéreas S.A). Às 23:00 sai de Salvador com destino a Paris, no vôo TAM 8068, chegando no Aeroporto Charles de Gaulle, às 14:00 do dia 10/04/2009.

Porém após sair da aeronave fui detida para conferência da documentação e encaminhada para uma sala do Departamento de Polícia da França (DPAF de Roissy). Uma policial francesa solicitou verificar passaporte, passagem aérea, dinheiro disponível, lugar onde me hospedaria e seguro. Para comprovar a hospedagem apresentei um “Attestation D’herbergement” (Certificado de Alojamento), emitido e enviado por email de Yves e Riviane Bellenand (casal de amigos que iria me hospedar). Informei que não havia feito seguro, mas apresentei o cartão de meu plano de saúde. Também apresentei contra-cheque do Governo do Estado da Bahia, do mês de março de 2009, onde conta que sou professora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em atividade.

Sem muitos esclarecimentos, fui conduzida, juntamente com mais duas pessoas (uma moça e um rapaz), para o piso inferior do aeroporto, para uma outra sala do Departamento de Polícia da França. Na recepção desta sala se encontrava outro brasileiro.

Solicitei esclarecimentos ao policial da recepção, mas o mesmo mandou-me sentar, em um tom de voz ameaçador e agressivo. Neste momento, percebi que estava sendo expulsa da França e que não poderia pedir qualquer esclarecimento, pois isso era considerado uma agressão e poderia ter dimensões maiores, como a prisão em território francês.

Mais tarde um policial francês colocou luvas e solicitou para um dos brasileiros acompanhá-lo a outra sala. Uns dez minutos depois o outro brasileiro também chamado. Posteriormente chegou mais duas policiais francesas, que solicitaram a outra moça a ir para esta sala. Logo em seguida foi a minha vez.

Para esta sala fui conduzida com minha mochila e minha bolsa. Foi solicitado colocar tudo em cima de uma mesa e me afastar. Examinaram tudo que havia. Prenderam o meu passaporte e o dinheiro que eu possuía (200 reais, 100 dólares e 1.800 euros). Neste momento solicitei novamente esclarecimento sobre a expulsão. Uma das policiais mandou-me ficar quieta, novamente em tom ameaçador.

A outra policial, de certa forma, percebeu que realmente eu não era um risco para a segurança da França e de que haviam cometido comigo um excesso de rigor ao barrarem a minha entrada no seu território. Apresentei novamente a esta policial o meu contra-cheque, três cartões de crédito (Visa Ourocard Platinum, Mastercard Ourocard Platinum e Ourocard Gold, todos do Banco do Brasil), o certificado de alojamento e emails do professores e colegas de trabalho, com quem manteria contato mesmo em férias, visando um Pós-doutorado na França. Apresentei email de Henri Michel Pierre Plana (professor da UESC, francês, que se encontra na França, realizando Pós-doutorado no Laboratoire d’Astrophysique de Marseille), Michel Jean Dubois (francês, biólogo, que trabalha na WWW.intervivos.fr) e de Marcelo de Paula Correa (brasileiro, que está realizando Pós-doutorado no LATMOS - Laboratoire Atmosphères, Milieux, Observations Spatiales). Explique que não havia solicitado carta convite para visitar estes laboratórios, pois estava em férias, mas mesmo como turista e como Gerente de Pesquisa da UESC, também manteria contatos profissionais visando um Pós-doutorado e a articulação com instituições francesas de convênios para a submissão de projetos ao Sétimo Programa-Quadro para a Investigação e Desenvolvimento Tecnológico da Comunidade Européia. Ao questionar esta policial, de como reverter a situação, a mesma informou que isso só seria possível através da Embaixada do Brasil na França, e de que na sala em que eu estaria presa havia um telefone que poderia usar. A mesma me forneceu o telefone da Embaixada (01 43 59 89 30).

Fui conduzida para esta sala de detenção que já contava com outras cinco pessoas também presas, somente com a roupa do corpo e uma folha de papel com o telefone da Embaixada e dos meus amigos Henri e Riviane. Minha mochila e bolsa ficaram no chão, em um corredor de acesso a esta sala, e o meu passaporte e dinheiro foram retidos pela polícia francesa.

Ao ligar para o número que seria da Embaixada do Brasil na França, fui informada de que no catálogo telefônico o número está errado, e que o número correto seria 01 43 59 89 30. Este número não atendeu. Consegui outro número que era 01 45 61 63 00, onde fui informada de que a Embaixada estava fechada e de que havia um plantão no Consulado do Brasil, cujo número era 06 80 12 32 24. Este número na verdade, era uma secretária eletrônica em que você deixa mensagem. Expliquei então para uma secretária eletrônica minha situação. Presa no Aeroporto de outro País, desesperada, precisando de ajuda Oficial Brasileira e só consigo falar com uma secretária eletrônica.

Em um único telefone, em uma sala de prisão juntamente com outras quinze pessoas, consegui então falar com meu amigo Henri (que estava em Marseille), lhe pedindo ajuda e de entrasse em contato com a Embaixada do Brasil na França e como meus amigos Yves e Riviane, que se encontravam no Aeroporto Charles de Gaulle tentando resolver o meu problema.

O tempo vai passando, algumas pessoas desesperadas, outras chorando, em uma sala pouco limpa, onde só havia espaço para uma dez pessoas sentarem, com um único telefone disputado por todos, realmente o nervosismo, a insegurança e o desespero vão aumentando. Então, acho que pelas 17:00 (não tinha relógio) chega a comida em uma sacola: uma lata de salada com atum, um pedaço de pão, um saco de batata frita, uma água e um doce cremoso banana e pêssego (utilizado para escrever números de telefone nas paredes da sala de prisão).

Por volta das 18:00, fomos todos conduzidos novamente para a sala do Departamento de Polícia, onde uma interprete iria nos informar sobre nossa expulsão. Várias pessoas desesperadas, querendo esclarecimentos, mas na verdade era apenas mais uma formalidade, onde fomos informados que sairíamos da França no primeiro vôo e de que o que tínhamos mesmo a fazer era assinar o termo de recusa de entrada (Refus d’entree), composto de cinco páginas, escrito em francês.

Retornamos para a sala de prisão, consegui falar pelo telefone com um funcionário do Consulado do Brasil, que já sabia da minha situação através da mensagem na secretária eletrônica e por conversa com meu amigo Henri. Fui então informada de que ele não poderia fazer nada e de que deveria mesmo retornar ao Brasil. Também consegui falar pelo telefone com meus amigos Yves e Riviane, que se encontravam no aeroporto, e já haviam feito duas tentativas frustradas de comprovar de que eu iria me hospedar na casa deles.

Por volta das 21:00 do dia 10/04/2009, a policia francesa entregou o meu dinheiro e fomos, um grupo de dezessete brasileiros, escoltados por dez policias franceses ao portão de embarque, para retornarmos ao Brasil no vôo TAM JJ 8055 com destino ao Rio de Janeiro. Ao chegar ao Rio de Janeiro, funcionários ineficientes e preconceituosos da TAM entregaram o meu passaporte e fui conduzida a Polícia Federal Brasileira e posteriormente para embarcar no vôo TAM JJ 8068 com destino a Salvador, onde peguei o vôo TAM JJ 3660 com destino a Ilhéus. No Aeroporto do Rio de Janeiro, eu teria de pegar a minhas bagagens, mas fui informada de que as mesmas não haviam vindo, e de que seria necessário realizar o preenchimento do formulário de Irregularidade de Bagagem, para que posteriormente as mesmas me sejam entregues (até o momento, dia 13 de abril, ainda não as recebi). Enfim, depois de 75 horas horríveis, novamente Ana Cristina Shilling estava me aguardando carinhosa e solidariamente no Aeroporto de Ilhéus.

Agradeço muito aos amigos Henri Michel Pierre Plana, Yves Bellenand e Yves e Riviane Bellenand, que na França tentaram resolver este enorme transtorno.

Agradeço muito a solidariedade dos amigos franceses Yvonnick Le Pendu e Michel Jean Dubois.

Agradeço a amiga Ana Cristina Shilling por estar disponível em momentos muitos difíceis.

E agora realizo vários questionamentos:

1. A agência de viagem deveria ter me informado sobre toda a documentação necessária para a realização da viagem. Esse questionamento eu realizei no momento da compra da passagem.

2. A TAM Linhas Aéreas S.A, que realiza os vôos internacionais deveria informar aos seus clientes a documentação necessária para a realização da viagem.

3. A Embaixada do Brasil e o Consulado do Brasil não estavam funcionando na sexta-feira e o seu plantão, não mostrou o mínimo interesse em resolver a situação.

4. Não se pode mais visitar amigos em férias? É obrigatório nos hospedarmos em hotéis?

É um texto logo, mas não representa à grande frustração, o medo, a insegurança, o desrespeito, o preconceito que vivi durante estas 75 horas.

Neste momento gostaria que as autoridades brasileiras tomassem conhecimento do acontecido e também manifestem um esclarecimento.

O que era para ser também um presente de aniversário gerou muito sofrimento.

Não estou afim de conversar no momento sobre o assunto.

Um grande abraço,

Solange França"

quarta-feira, abril 29, 2009

Guia: A melhor baguete de Paris

Avenue Félix Faure, número 64, no 15º arrondissement: este é o endereço para quem quer saborear a melhor baguete de Paris — a mesma que Nicolas Sarkozy e Carla Bruni recebem todas as manhãs no Palais de l'Elysée, residência oficial do presidente e da primeira-dama da França. A padaria, que se chama Le Grenier de Félix e é comandada por Franck Tombarel, foi a vencedora do Grand Prix de la Baguette 2009 de la Ville de Paris, organizado pela prefeitura da cidade. Outros 160 padeiros artesanais disputaram o título.

A equipe do programa Mundo S.A., do canal de notícia GloboNews, visitou a padaria de Tombarel e o padeiro revelou sua receita de sucesso. A massa é uma mistura de farinha pura sem nenhuma adição, fermento, sal e água. Ela descansa por três horas, e depois vai para a geladeira por até 24 horas para fermentar. No forno, fica 20 minutos numa temperatura de 260º. Depois, está pronta pra ser carregada debaixo do braço, imagem clichê da França.

Le Grenier de Félix
64, Avenue Félix Faure, 15eme, Paris
Tel.: 01 45 54 57 48

Foto: Marc Verhille/Prefeitura de Paris

quarta-feira, abril 22, 2009

Enquete aponta os prédios mais odiados de Paris

Passados 36 anos de sua inauguração, a Tour Montparnasse [foto acima, vista do Champ de Mars] — construção mais alta de Paris, com 210 metros — ainda incomoda os franceses. Enquete do site do jornal Le Figaro apontou que este é o prédio da capital da França mais odiado pelos cerca de 15 mil votantes, com 35,4% de rejeição. O resultado foi divulgado hoje.

Há quem defenda a demolição do arranha-céu, inclusive o prefeito de Paris, Bertrand Delanoë. A torre localiza-se no quartier de Montparnasse, entre os arrondissements 14 e 15. Nela, funcionam escritórios, e o terraço, de onde pode se ver toda a cidade, é aberto a visitação (o ingresso custa entre 4,50 € e 10,50 €).

O conjunto de prédios à margem do Sena em Beaugrenelle [foto acima], no 15º arrondissement, ficou em segundo lugar na pesquisa, com 31,4% de votos contra. Em seguida, veio o Centre Pompidou [foto abaixo], mistura de museu e biblioteca no quartier Beaubourg, no 4º arrondissement. O problema: a fachada, formada por tubos coloridos, lembra uma fábrica.

A Opéra Bastille, cujo exterior é de gosto duvidoso e destoa do estilo da Praça da Bastilha, ficou com 15%. Ainda foram citados a Biblioteca François Miterrand (13,6%), a Maison de la Radio (12%), a pirâmide do Louvre (8,9%), o prédio do ministério das Finanças (7,5%), o Palais des Congrès (7,4%), o Palais Omnisports Paris-Bercy (6,8%) e o Parc des Princes (6,7%).

terça-feira, abril 21, 2009

Parc Astérix reabre comemorando 20 anos

O Parc Astérix reabriu as portas no início deste mês, convidando os visitantes a participarem do seu 20º aniversário. A principal novidade no parque de diversões que abriga os personagens de Uderzo e Goscinny é uma parada interativa, na qual se descobrirá o que aconteceu com o bolo da festa.

Para a nova temporada, o lugar foi reformado. A estátua de Asterix que simboliza o parque agora está toda dourada, por exemplo. Os brinquedos seguem os mesmos. Os principais: as famosas montanhas-russas Tonnerre de Zeus (a maior de madeira da Europa), Goudurix (com sete inversões) e La Trace du Hourra (no estilo bobsled, sem trilho), os shows Les Dauphins (de golfinhos) e Main Basse sur la Joconde (de humor) e a mad house Le Défi de César.


Antes de visitar o parque, recomenda-se observar o calendário de abertura. Diferentemente da Disney Paris, a terra de Asterix e Obelix não abre durante todo o ano. O Parc Astérix fica a cerca de 40 minutos de Paris.

domingo, março 15, 2009

Disney Paris estreia nova temporada em abril

As comemorações pelos 15 anos da Disney Paris estão chegando ao fim e os parques do complexo já preparam uma nova temporada de diversão, La Fête Magique de Mickey. Disneyland e Walt Disney Studios têm tapumes por toda a parte: a decoração aos poucos vai sendo trocada. A estreia é em 4 de abril e a festa vai durar até 7 de março de 2010.

Depois do megainvestimento na celebração do aniversário, com a inauguração de quatro grandes atrações (La Tour de la Terrour, Crush's Coaster, Cars Quatre Roues Rallye e Stich Live), as novidades são mais modestas este ano.

A praça central da Disneyland, em frente ao castelo da Bela Adormecida, se transforma num imenso palco para o show interativo "Place à la Fête... avec Mickey et ses Amis". Na Discoveryland, Stitch vira DJ, com a missão de agitar o parque. Ele chega numa nave com suas dançarinas diante do "Star Traders".

O "Videopolis" muda de nome para "Cinéma Mickey" e recebe um festival com filmes antigos do rato mais famoso do mundo — do primeiro curta aos títulos de 1950. E o trem da Main Street ganha pintura vermelha com bolinhas brancas, o mesmo visual da Minnie.

No Walt Disney Studios, os personagens de Toy Story, Branca de Neve, Monstros S.A., Mulan, Pequena Sereia e do time dos vilões desfilam em luxuosos carros na carreata "En voiture avec les stars Disney". Ao final, todos sobem ao palco montado na Place des Stars para um número musical.

Para os pequenos, o parque abriga o show "Playhouse Disney Live!", em que Michey e sua turma viram marionetes. As sessões são em francês, inglês e espanhol.


:: PARA LER EM FRANCÊS
Entrevista com Kat de Blois, diretora criativa do Disneyland Resort Paris

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Fotos: O melhor da alta-costura verão 2009

Veja o melhor das coleções de alta-costura primavera/verão 2009, desfiladas em Paris entre segunda e quarta-feira, na seleção do blog Traduzindo a França.

Christian Dior

Jean Paul Gaultier

Givenchy

Chanel

Eliee Saab

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Greve começa na França; quinta deve ser "negra"

Metrô de Paris na greve de 18 de outubro de 2007 (Foto: AP/Thibault Camus)

Já começou a greve que deve parar a França amanhã, 29 de janeiro. Os jornais falam em "quinta-feira negra" nos transportes, o serviço mais afetado. Segundo os sindicatos envolvidos, a intenção da paralisação é defender o emprego, os salários e o serviço público. O blog Traduzindo a França consultou vários sites franceses para saber o que funciona e o que para até as 8h de sexta-feira.

Aeroporto: Cerca de 70% dos voos marcados para chegar e sair dos aeroportos franceses devem ser anulados. Os de Paris calculam média menor de cancelamento — no de d'Orly, 30%; no de Roissy, 10%. A Air France planeja manter 100% dos voos de longa distância com destino a Paris, o que inclui o Brasil.

Ônibus: A RATP, empresa que coordena o transporte público em Paris, prevê tráfego quase normal de ônibus (três quartos circulam) e tramways (três quartos nas linhas T1, T2 e Trans Val-de-Marne; metade na T3).

Metrô: O metrô deve ter complicações na Grande Paris (normal na linha 14; três quartos nas linhas 4 e 13; dois terços na 11; metade nas linhas 3, 5, 6, 7, 7 bis, 9, 10 e 12; um terço nas linhas 2, 3 bis e 8).

RER: O serviço mais afetado deve ser o RER (na linha A, um quinto dos trens circula, com conexão suspensa em Nanterre-Préfecture; na linha B, um quinto circula entre Denfert-Rochereau e Robinson e entre Denfert-Rochereau e Massy, tráfego parado entre Saint-Rémy e Massy e entre Denfert-Rochereau e Gare du Nord, com conexão suspensa na Gare du Nord) [detalhes aqui].

Outras cidades: O transporte em Lyon, Marseille, Lille, Nice, Toulouse e mais 70 cidades também será prejudicado [veja lista completa].

TGV: O TGV Est funciona normalmente; os Nord, Atlantique e Sud-Est também funcionam, mas com capacidade menor (65%, 50% e 50%, respectivamente).

Trem: A greve não afeta as companhias Eurostar, Thalys e Alleo.

Outros: Além do transporte, mais serviços param ou funcionam parcialmente por conta da greve — escolas, hospitais, Justiça, audiovisual e imprensa públicos, France Télécom, La Poste (correios), portos, bancos, companhias de energia elétrica, Renault, Peugeot-Citroën, operadores da bolsa NYSE-Euronext e lojas Virgin.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Em tempo de crise, estilistas de Paris vão de preto

De cima pra baixo, da esquerda pra direita: John Galliano, Gareth Pugh, Dior Homme, Hugo by Hugo Boss, Louis Vuitton, Hermès, Dries Van Noten, Viktor & Rolf (Fotos do Style.com)

Ainda há quem pense que o mundo da moda está desligado do mundo real, mas nesta temporada de desfiles masculinos em Paris os estilistas mostraram que a crise influencia diretamente seus trabalhos. Uma prova é o retorno do preto, que praticamente dominou as coleções outono-inverno 2009/2010. Explica-se: quando o dinheiro para compras diminui, os consumidores tendem a apostar em roupas clássicas, de tons neutros e cortes convencionais, que não saem rapidamente de moda.

Assim, o que se viu nas passarelas da cidade entre quinta-feira e domingo foram looks todos em preto ou misturas de preto com branco, preto com cinza, preto com azul-marinho, preto com amarelo e preto com vinho. Outro sinal da crise: as estampas praticamente sumiram nesta estação, inclusive o xadrez. Apareceu uma lista aqui, outra lá, mas as peças lisas predominaram. As grifes deram o recado que estão de olho na crise.

P.S.: Repare na quarta foto da primeira fila, da Hugo by Hugo Boss. Parece uma gravata fininha, mas é uma listra na borda da camisa.