O francês não toma banho, a francesa sempre veste boina e todos se comportam de maneira grosseira. Esses são apenas alguns clichês que marcam o povo da França. Para brincar com o estereótipo, o vídeo Cliché mostra a visão que muitos estrangeiros têm dos franceses.
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quarta-feira, outubro 26, 2011
segunda-feira, maio 09, 2011
Jovem francês faz sucesso com vídeos no YouTube
Norman Thavaud é um jovem francês como muitos outros. E foi justamente suas observações bem-humoradas sobre a rotina de pessoas da sua idade que o diferenciaram. Aos 24 anos, esse estudante de cinema virou uma celebridade da internet na França. Seus vídeos postados no YouTube, em que comenta temas como as dificuldades de se tornar adulto, já somaram mais de 6 milhões de visitas. Todos mostram como é ser um jovem hoje na França — e acabam ensinando o jeito de falar dessa turma. Abaixo, dois dos mais vistos [somente em francês].
Les bilingues
La virilité
Veja outros vídeos no site e no canal de Norman no YouTube.
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Rémi Gaillard e o humor nonsense da França
segunda-feira, outubro 25, 2010
Greve, uma marca da sociedade francesa
Greve: não à toa essa palavra da língua portuguesa tem origem no vocabulário francês. A manifestação coletiva para reivindicar benefícios aos trabalhadores é uma marca da sociedade francesa. Nas últimas semanas, a paralisação geral motivada pelo aumento da idade mínima para solicitar aposentadoria vem dominando o noticiário internacional.
Enquanto os brasileiros aparentam certo preconceito com eventos desse tipo, os franceses parecem respeitá-los como direito do trabalhador. As manifestações recentes tiveram grande poder de mobilização, chegando a reunir mais de dois milhões de pessoas num único dia, e contaram com aprovação popular — 73% da população.
O termo grève faz referência à place de Grève, praça de Paris hoje nomeada place de l’Hôtel-de-Ville, onde operários desempregados procuravam uma ocupação. As manifestações em si eram proibidas até 1864, quando houve despenalização. Na Constituição de 1946, já se reconhecia a greve como um direito, confirmado pela Constituição de 1958. Posteriormente, foram criadas regras para as paralisações profissionais.
Nascimentos crescem, e franceses somam 65 mi
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domingo, agosto 29, 2010
Deportação de ciganos reacende debate sobre discriminação na França
A deportação de ciganos da França para a Romênia vem reacendendo o debate sobre racismo no país governado por Nicolas Sarkozy. Há cerca de um mês, centenas de ciganos deixaram o território francês no que seria um programa de "repatriação voluntária". No entanto, para o Comitê pela Eliminação da Discriminação Racial da Organização das Nações Unidas, existem indícios de que parte foi deportada "sem consentimento livre, completo e informado".
Os 18 especialistas que integram o comitê se dizem preocupados com o "avanço de discursos políticos de natureza discriminatória na França" e "o crescimento de manifestações de violência de caráter racista contra romenos". O governo, por sua vez, respondeu que "aceita a crítica, mas rejeita a caricatura". O argumento é o de que os ciganos desobedecem a ordem pública e provocam peso social sobre o país.
Para ler em francês
L'Europe et ses Roms : entre fermeté et intégrationLa politique sécuritaire met-elle la République en danger ?
Para ouvir em francês
Éric Besson : « Nous ne stigmatisons personne »
domingo, dezembro 06, 2009
Miss França volta a provocar polêmica

Depois da polêmica coroação de uma negra em 2009, o concurso Miss França elegeu ontem à noite uma modelo com nome árabe, dando início a novas discussões. Malika Ménard diz ser "100% francesa", mas parte do público questina sua origem e defende a "pureza" das candidatas.
A miss, de 22 anos, representou a Normadie e venceu outras 36 candidatas. Pela primeira vez, os espectadores — cerca de 9,6 milhões — puderam escolher a vencedora. Malika teve 34% dos votos, contra 20,1% da segunda colocada, de Rhône Alpes. No vídeo, o anúncio da vitória.
A miss, de 22 anos, representou a Normadie e venceu outras 36 candidatas. Pela primeira vez, os espectadores — cerca de 9,6 milhões — puderam escolher a vencedora. Malika teve 34% dos votos, contra 20,1% da segunda colocada, de Rhône Alpes. No vídeo, o anúncio da vitória.
segunda-feira, março 16, 2009
Jornais crescem, confirmando hábito da leitura
Quase metade dos franceses com mais de 15 anos — exatos 48,6% ou 24,3 milhões de pessoas — leem pelo menos um jornal por dia. É o que aponta estudo do instituto Audipresse com 25.500 entrevistados. Depois de um período de queda no início dos anos 2000, os diários retomam força: venderam mais 544 mil exemplares entre julho de 2007 e junho de 2008, um crescimento de 2,3%.
Os gratuitos ainda dominam, encabeçados por 20 Minutes (o mais lido do país, por 2,7 milhões), Metro, Direct Ville Plus e Direct Soir. O campeão dos títulos pagos é o esportivo L'Équipe (com 2,6 milhões de leitores), seguido por Le Parisien/Aujourd'hui en France, Le Monde (que teve a maior baixa), Le Figaro, Libération, Les Échos, o católico La Croix, La Tribune, L'Humanité e France-Soir.
A circulação das revistas, por sua vez, diminuiu 3,6% no período. Entre as semanais e bimensais lideram as que têm como foco a televisão: TV Magazine, Version Femina, Femme actuelle, Télé Z, Télé 7 jours, Télé 2 semaines, TV Hebdo, Télé Loisirs, Télé Star e Paris Match.
Entre as mensais e bimestrais, as mais vendidas são Vies de famille, Plus, CanalSat Magazine, Art et Décoration, Géo, Du côte de chez vous, Science et Vie, Maison et Travaux, Cuisine Actuelle e Notre Temps. Mesmo com a queda, o número de franceses que leem pelo menos uma revista por mês é de 48,6 milhões, 97,2% da população.
:: PARA LER EM FRANCÊS
Resumo do estudo da Audipresse
Reportagem do Figaro
Os gratuitos ainda dominam, encabeçados por 20 Minutes (o mais lido do país, por 2,7 milhões), Metro, Direct Ville Plus e Direct Soir. O campeão dos títulos pagos é o esportivo L'Équipe (com 2,6 milhões de leitores), seguido por Le Parisien/Aujourd'hui en France, Le Monde (que teve a maior baixa), Le Figaro, Libération, Les Échos, o católico La Croix, La Tribune, L'Humanité e France-Soir.
A circulação das revistas, por sua vez, diminuiu 3,6% no período. Entre as semanais e bimensais lideram as que têm como foco a televisão: TV Magazine, Version Femina, Femme actuelle, Télé Z, Télé 7 jours, Télé 2 semaines, TV Hebdo, Télé Loisirs, Télé Star e Paris Match.Entre as mensais e bimestrais, as mais vendidas são Vies de famille, Plus, CanalSat Magazine, Art et Décoration, Géo, Du côte de chez vous, Science et Vie, Maison et Travaux, Cuisine Actuelle e Notre Temps. Mesmo com a queda, o número de franceses que leem pelo menos uma revista por mês é de 48,6 milhões, 97,2% da população.
:: PARA LER EM FRANCÊSResumo do estudo da Audipresse
Reportagem do Figaro
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Nascimentos crescem, e franceses somam 65 mi
Os franceses são 65,1 milhões neste início de 2009, estima o Institut National de la Statistique et des Études (Insee), espécie de IBGE da França. O instituto divulgou balanço demográfico do país em janeiro, no qual aponta 6% de crescimento da população na França metropolitana e nos departamentos de ultramar, o equivalente a 366.500 pessoas, entre 2007 e 2008.O cálculo do total de franceses inclui os habitantes da França metropolitana, dos departamentos de ultramar (Guadalupe, Martinica, Guiana Francesa e Reunião) e das coletividades territoriais de ultramar (Saint Pierre e Miquelon, Polinésia Francesa, Wallis e Futuna, Mayotte, Nouvelle-Calédonie, Saint-Martin et Saint-Barthélemy), que abrigam 62,45 milhões, 1,85 milhão e 770 mil respectivamente.
Em 2008, a fecundidade aumentou na França metropolitana e nos departamentos de ultramar, atingindo o maior nível desde 1981 — foram registrados 834 mil nascimentos. Assim, a taxa de fecundidade ultrapassou o limiar dos dois filhos por mulher, o que colocou a França no topo dos países da União Européia com mais alta fecundidade, ao lado da Irlanda.
O relatório do Insee observa que o crescimento foi mais forte entre as mulheres de 30 a 40 anos — 21,5% dos bebês são filhos de mães com 35 anos ou mais, contra 16,5% em 1998. A tendência, diz o texto, é engravidar cada vez mais tarde — quase aos 30, em média. Mais um dado curioso: 52% dos bebês têm pais que não são casados.
Os casamentos, aliás, também vêm sendo postergados: em cinco anos, o primeiro casamento foi atrasado em um ano. Em 2007, os homens se casaram pela primeira vez com 31,5 anos em média e as mulheres, com 29,5. Foram celebradas 273.500 uniões na França em 2008.
A esperança de vida ficou estável: um jovem de hoje deve viver até os 77,5 anos e uma jovem, até os 84,3. O Insee calcula que 543.500 pessoas morreram na França metropolitana e nos departamentos de ultramar em 2008, 2,3% a mais do que em 2007, possivelmente por conta do crescimento do número de idosos. A taxa de mortalidade infantil também não deu sinais de mudança, mantendo-se em 3,8 por mil.
:: PARA LER EM FRANCÊS
Balanço completo no site do Insee
Foto: Reuters
domingo, janeiro 25, 2009
Ministro francês revela ser homossexual
O buzz do fim de semana na França é a saída do armário de um integrante do governo, pela primeira vez na história do país. Com status de ministro, o secretário das Relações com o Parlamento, Roger Karoutchi, revela ser homossexual em sua autobiografia, intitulada "Mes quatre vérités" e com lançamento marcado para este mês.Ele adiantou o conteúdo do livro à revista "L'Optimum", que chegou sábado às bancas, e promete falar mais sobre o assunto neste domingo no programa "7 à 8", do canal TF1. "Eu não escondo nem ostento. Digo de maneira natural. Tenho um companheiro e estou feliz com ele. Como estou feliz, não vejo por que esconder", disse ("Je ne suis ni dans la dissimulation, ni dans l'ostentation. Je le dis de manière naturelle. J'ai un compagnon et je suis heureux avec lui. Comme je suis heureux, je ne vois pas pourquoi il faudrait que je cache").
Roger Karoutchi tem 57 anos. Segundo ele, o presidente Nicolas Sarkozy sabe de sua condição sexual e conhece seu companheiro, que o acompanha em eventos oficiais. A França tem outro político assumidamente homossexual, o prefeito de Paris, Bertrand Delanoë, que tornou público este fato em 1998 — antes de ser eleito (2001) e reeleito (2008). (Fonte)
domingo, janeiro 11, 2009
Franceses seguem fumando, mesmo com restrições
Os franceses mostram-se irredutíveis no hábito de fumar, apesar de medidas anti-tabagistas tomadas pelo governo, afirma reportagem de sábado do Le Monde. Um ano após a proibição do fumo em espaços públicos, a porcentagem de fumantes não diminuiu — segue em 30%, a mesma de quatro anos atrás.
A França já havia recorrido a outras medidas em 2003 e 2004, como o aumento do preço dos cigarros (hoje, custam em média 5,30 euros) e a inclusão de mensagens de prevenção nos maços. O resultado também não foi satisfatório: em 2008, o número de cigarros vendidos continuou próximo dos 54 bilhões registrados nos últimos quatro anos.
As tabacarias calculam queda de 80,5 bilhões para 53,3 bilhões entre 2002 e 2008, mas este dado não leva em conta os cigarros contrabandeados ou comprados fora do país.
Pelo menos quando se trata do tabagismo, o Brasil tem a ensinar à França: por aqui, a prevalência de fumantes caiu de 34,8% em 1989 para 22,4% em 2004. A estratégia foi subir preços, imprimir imagens chocantes nos maços (o que os franceses estudam fazer) e restringir a propaganda de cigarro.
A França já havia recorrido a outras medidas em 2003 e 2004, como o aumento do preço dos cigarros (hoje, custam em média 5,30 euros) e a inclusão de mensagens de prevenção nos maços. O resultado também não foi satisfatório: em 2008, o número de cigarros vendidos continuou próximo dos 54 bilhões registrados nos últimos quatro anos.
As tabacarias calculam queda de 80,5 bilhões para 53,3 bilhões entre 2002 e 2008, mas este dado não leva em conta os cigarros contrabandeados ou comprados fora do país.
Pelo menos quando se trata do tabagismo, o Brasil tem a ensinar à França: por aqui, a prevalência de fumantes caiu de 34,8% em 1989 para 22,4% em 2004. A estratégia foi subir preços, imprimir imagens chocantes nos maços (o que os franceses estudam fazer) e restringir a propaganda de cigarro.
sábado, dezembro 27, 2008
E a Miss França 2009 é... negra
Enquanto o Brasil segue escolhendo somente misses brancas, a França elegeu no início deste mês uma negra para representá-la em concursos de beleza internacionais. A Miss França 2009 é Chloé Mortaud, estudante de comércio internacional de 19 anos, nascida em Albigeois Midi-Pyrénées. Ela venceu outras 35 candidatas, sendo apontada como a mais bonita pelos jurados e pelos espectadores da transmissão — pelo canal TF1.Miss Albigeois-Midi-Pyrénées, Chloé Mortaud, a été élue Miss France 2009 samedi soir en direct du grand carrousel du Puy-du-Fou aux Epesses (Vendée) qui accueillait la cérémonie. Chloé Mortaud, qui a fêté ses 19 ans en septembre, est étudiante en BTS Commerce international.
La jeune métisse a expliqué à l'issue de l'émission qu'être élue Miss France est «une idée que j'avais depuis toute petite». L'heureuse élue a expliqué ne pas avoir versé de larme en apprenant son élection car elle était «en apesanteur» et qu'elle n'a pas joué sur son côté métisse dans ses discours pour ne pas être choisie «pour ça». (Fonte)
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