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segunda-feira, outubro 25, 2010

Greve, uma marca da sociedade francesa

Greve: não à toa essa palavra da língua portuguesa tem origem no vocabulário francês. A manifestação coletiva para reivindicar benefícios aos trabalhadores é uma marca da sociedade francesa. Nas últimas semanas, a paralisação geral motivada pelo aumento da idade mínima para solicitar aposentadoria vem dominando o noticiário internacional.

Enquanto os brasileiros aparentam certo preconceito com eventos desse tipo, os franceses parecem respeitá-los como direito do trabalhador. As manifestações recentes tiveram grande poder de mobilização, chegando a reunir mais de dois milhões de pessoas num único dia, e contaram com aprovação popular — 73% da população.

O termo grève faz referência à place de Grève, praça de Paris hoje nomeada place de l’Hôtel-de-Ville, onde operários desempregados procuravam uma ocupação. As manifestações em si eram proibidas até 1864, quando houve despenalização. Na Constituição de 1946, já se reconhecia a greve como um direito, confirmado pela Constituição de 1958. Posteriormente, foram criadas regras para as paralisações profissionais.

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quarta-feira, julho 14, 2010

França celebra o 14 de julho, dia da Bastilha

Dia da Bastilha - Bertrand Langlois - AFP
Neste 14 de julho, a França celebra o Dia da Bastilha — feriado chamado pelos franceses de Fête Nationale ou simplesmente le quatorze juillet. Uma parada militar na Champs-Elysées, em Paris, foi a principal atração nesta manhã. Mesmo sob chuva, caças coloriram o céu da capital com as cores da bandeira francesa durante a festa, que relembra a Queda da Bastilha, em 14 de julho de 1789, marco da Revolução Francesa.

À época, a monarquia absolutista que reinava no país enriquecia explorando a camada baixa da população — os "comuns" ou Terceiro Estado. A nobreza e o clero eram isentos de pagar impostos, cobrados apenas dos comuns, por exemplo.

Construída em 1370 no bairro parisiense de Saint-Antoine, a Bastilha era uma prisão que abrigava aqueles que se opunham ao governo ou à religião oficial. No dia 14 de julho, temendo uma repressão sangrenta das tropas reais ao povo de Paris, uma multidão se apassou de armas nos Invalides e partiu para a Bastilha em busca de pólvora.

Os guardas da prisão reagiram, dando início a um massacre que terminaria com pelo menos 99 mortos. Os presos foram soltos e a Bastilha, incendiada. A data ficou marcada na história por representar o início da participação popular no movimento da Revolução Francesa. Depois da Queda da Bastilha, a Assembleia Constituinte aprovou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
 
Caças sobrevoam Paris durante o desfile da Bastilha - AFP Dia da Bastilha - Mal Langsdon - Reuters 2 Dia da Bastilha - Remy de la Mauviniere - AP
Mesmo sob chuva, caças coloriram o céu de Paris com as cores da bandeira francesa, na manhã de hoje.

 
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terça-feira, janeiro 12, 2010

Paris debaixo d'água




Se em janeiro de 2010 é a neve que cobre Paris, em janeiro de 1910 era a água do Sena. Há 100 anos, chuvas e neve aumentaram o nível do rio, que transbordou: 12 dos 20 arrondissements da cidade ficaram alagados por oito dias. Faltou água potável, luz elétrica, aquecimento e transporte por quase um mês. O metrô levou três meses para voltar a funcionar. A história da inundação de 1910 está sendo lembrada em exposição na Biblioteca Histórica de Paris, aberta esta semana. Mais fotos no site da exposição.





:: Serviço
Galerie des bibliothèques
Até 28 de março, de terça a domingo, das 13h às 19h
22, rue Malher, 4ème
Estação de metrô mais próxima: Saint-Paul